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Alfabeto romano

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O Alfabeto Romano era o alfabeto usado na Roma Antiga que deu origem ao alfabeto latino.

Etruscos e monarquia romana Editar

A partir do século VIII a.C. os etruscos adotaram uma variante ocidental do alfabeto grego usado nas colônias gregas de Ischia e Cumae (na atual Baía de Nápoles), que aparentemente havia sido influenciado pelo alfabeto fenício.

Das 26 letras originalmente usadas pelos etruscos (depois reduzidas a 20), os latinos conservaram 21 na versão original de seu alfabeto, conhecida desde o século VII a.C.:

A B C D E F Z H I K L M N O P Q R S T V X

Roma republicana Editar

No início da história de Roma, a letra Z provavelmente representava o moderno som de /z/, mas esse som evoluiu para /r/ e tornou a letra inútil. Foi removida do alfabeto por Appius Claudius Caecus (que teve cinco mandatos de um ano como censor de Roma, entre 312 a.C. e 285 a.C.), que a considerava um estrangeirismo desagradável (a essa altura, era usada apenas em palavras de origem grega).

A letra K tornou-se impopular (talvez por ser mais difícil de escrever) e foi substituída por C, que passou a representar tanto /g/(seu som original) quanto o /k/ e as vezes também /ŋ/ (como em agnus).

Segundo Plutarco, o G foi inventado por um liberto chamado Spurius Carvilius Ruga por volta de 230 a.C. e inserido no lugar vago deixado pelo Z. A invenção da escola particular e do divórcio também são atribuídas a esse personagem provavelmente lendário. De qualquer forma, o G passou a representar os fonemas /g/ e /ŋ/ e o C a representar apenas o fonema /k/, exceto nas abreviações tradicionais de alguns nomes próprios, como C ("Gaius", como se ainda fosse escrito CAIVS) e CN ("Gnaeus", como se fosse CNAEVS).

O alfabeto romano passou a ter as seguintes letras:

A B C D E F G H I K L M N O P Q R S T V X

O K era uma letra morta, usada apenas em umas poucas abreviações tradicionais de palavras ora escritas com C, tais como K, KL ou KAL (por CALENDAE), KAR (por CARTHAGO), KM (por CARISSIMUS) etc.

O I e o V serviam tanto como vogais (atuais i e u) quanto como semivogais (atuais j e v, que soavam como /j/ e /w/).

O dígrafo QV representava o fonema velar surdo labial /kʷ/ ao passo que o fonema velar surdo seguido de V vocálico era representado por C. Assim, CVI (cui) era um dissílabo, mas QVI (qui), um monossílabo.

O X soava sempre como /ks/.

O H era aspirado.

Império Romano Editar

No século I a.C., com a conquista da Grécia, acompanhada de crescente influência cultural da Grécia sobre Roma, a letra grega Z voltou ao alfabeto, junto com o Y, para representar a pronúncia correta de palavras de origem grega.

Originalmente, esse Z representava o fonema grego /z/ - ou /dj/ na pronúncia dos latinos monoglotas - e o Y o fonema /y/ equivalente ao u francês ou ao ü alemão, mas pronunciado pela maioria dos latinos como /i/.

Também foram adotados os dígrafos PH, TH e CH para representar as letras gregas Phi (Φ), Theta (Θ), e Chi (Χ). As pronúncias corretas dessas letras eram /pʰ/, /tʰ/ e /kʰ/, respectivamente, mas os monoglotas as pronunciavam como F, T e C(K), respectivamente.

Com isso, o alfabeto romano tomou sua forma clássica, com 23 caracteres:

A B C D E F G H I K L M N O P Q R S T V X Y Z

AE, OE, AV, EI, EV eram originalmente todos ditongos, mas os AE and OE passaram a soar como vogais longas simples - /ɛː/ e /eː/ respectivamente - no final do período republicano.

Baixo latim Editar

Após o período clássico, o H tornou-se mudo. C e G antes de E ou I passaram a ser pronunciados como palatais (primeiro /kj/ e /gj/, depois /tj/ e /dj/, depois /tʃ/ e /dʒ/, provavelmente).

I e V semivogais (salvo na combinação QV) passaram a ser pronunciados como /dʒ/ e /β/ (depois /v/).

Idade média e moderna Editar

O W foi introduzido no século VII para representar o som de /w/ (já diferente do V) em palavras de origem germânica e também na escrita dessas linguas.

Também no início da Idade Média, sem chegar a serem considerados como letras, os grafemas Æ e Œ passaram a representar os sons agora simples dos antigos ditongos AE e OE. Nos missais, a Igreja também passou a usar acentos, visto que a acentuação latina tradicional havia deixado de ser intuitiva.

As letras minúsculas foram introduzidas no século VIII pelo monge Alcuíno (Flaccus Albinus Alcuinus), mestre de Carlos Magno, como uma forma de poupar pergaminho.

Já na Idade Moderna, no século XVI, o I foi dividido em I (vogal) e J (consonantal) e o V em U (vogal) e V (consonantal), mas esse uso só se generalizou a partir do século XVIII. Essas modificações deram origem aos modernos alfabetos latinos.

Referências Editar

K Litera Graecorum [1]

Wikipedia (inglês) - Latin alphabet [2]

Wikipedia (inglês) - Latin spelling and pronunciation [3]

Wikipedia (inglês) - Minuscule [4]

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