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Esta página é designada para uma lista de métodos de morfologia auto-segregatória: maneiras de criar uma conlang de modo que os limites entre morfemas, entre palavras ou ambos sejam sempre óbvios e isentos de ambigüidade.

Eis algumas discussões sobre este assunto (em inglês):


A lista Editar

  1. Todos os morfemas têm o mesmo tamanho (todos são de uma sílaba, ou talvez todos sejam de duas sílabas).
  2. Um subconjunto dos fonemas da língua é designado como um conjunto inicial (a), e o resto dos fonemas como o conjunto subseqüente (b). Uma palavra deve começar por um ou mais fonemas do conjunto inicial e terminar com um ou mais do conjunto subseqüente. (Tceqli usa esse método, com oclusivas e fricativas no conjunto inicial, e vogais, nasais e líquidas no conjunto subseqüente.) Palavras podem ter as formas ab, aab, abb, aaab, abbb, etc., e os limites entre morfemas ocorrem sempre que um fonema b é seguido de um fonema a. Algumas variações desse método são:
    1. Você poderia dividir os segmentos fonológicos nas seguintes classes: a) Segmentos que podem ser o primeiro segmento de um morfema, mas não podem ser nenhum segmento que não o primeiro. b) Segmentos que não podem ser o primeiro de um morfema, mas podem ser qualquer outro que não o primeiro. Então os morfemas terão o formato a, ab, abb, abbb, abbbb, ... etc. Limites de morfemas ocorreriam logo antes de cada a.
    2. Você poderia dividir os segmentos fonológicos nas seguintes classes: c) Segmentos que podem ser o último de um morfema e mais nenhum que não seja o último. d) Segmentos que não podem ser o último, mas podem ser qualquer que não seja o último. Então os morfemas ficarão no formato c, dc, ddc, dddc, ddddc, ... etc. Os limites entre morfemas ocorreriam logo antes de cada c.
    3. Se você quer que cada morfema tenha no mínimo dois segmentos, você poderia dividir os segmentos nas seguintes classes: e) Segmentos que podem ser o primeiro ou último de um morfema, mas não podem ser qualquer outro que não o primeiro ou último. f) Segmentos que não podem ser o primeiro ou último, mas podem ser qualquer outro que não o primeiro ou último. Assim, os morfemas terão o formato ee, efe, effe, efffe, effffe, ... etc. (Sem o mínimo de dois segmentos, ee poderia ser "e, e" ou "ee". Limites de morfemas ocorreriam logo depois de cada fe e logo antes de cada ef, mas uma cadeia de morfemas ee deveria ser interpretada globalmente; você não saberia como interpretá-la a menos que você tivesse a expressão inteira.
  3. Um subconjunto de vogais é usado apenas em sílabas iniciais ou finais, enquanto outras vogais são usadas em outras sílabas. Konya fazia isso, com /e i o u/ em sílabas iniciais e /a/ na segunda e nas subseqüentes sílabas de um polissílabo. Ou poderíamos usar vogais puras exceto em sílabas finais, que deveriam ter um ditongo; ou o mesmo com vogais posteriores e anteriores, ou arredondadas e não-arredondadas, ou nasais e orais...
  4. O fonema inicial indica o número de sílabas que seguem (como na Plan B de Jeff Prothero).
  5. Exija que o último segmento de cada morfema codifique de alguma forma o tamanho do morfema. Isso traz a desvantagem de exigir que você interprete uma expressão de frente para trás.
  6. Todos os morfemas começam e terminam por uma consoante e não há encontros consonantais no meio deles. Um encontro consonantal, portanto, marcará um limite de morfemas.
  7. Inverso do anterior: todos os morfemas/palavras começam e terminam por vogal, e não há seqüências de duas vogais no meio. Duas vogais seguidas marcam o limite entre morfemas. (Ilomi usa uma variação disso, com duas vogais seguidas indicando uma divisão de palavras e /n/ entre vogais marcando um limite de morfemas dentro de uma palavra composta.)
  8. Modificação de algum dos métodos acima: Evitar que vogais adjacentes se arrastem formando ditongos, ou possíveis encontros consonantais complicados em limites de palavras/morfemas, reservar uma consoante particular (talvez /?/ ou /n/ ou /l/) para marcar limites entre morfemas VCV... ou uma vogal particular (talvez schwa) para marcar limites entre morfemas CVC....
  9. Marcação por tom ou acento para distinguir uma sílaba inicial ou final da seguinte ou anterior, e talvez distinguir monossílabos de sílabas iniciais de palavras polissilábicas.

Alternativas Editar

E o Livagiano de Rosta usa outro método que, apesar de não ser uma morfologia auto-segregatória no sentido mais restrito, parcialmente serve para o mesmo propósito com menos restrições para a forma fonológica das palavras. No entanto, requer um conhecimento completo do léxico para fazer interpretações sem ambigüidade. A chave é que nenhum morfema existente deve ter a mesma aparência de parte de um prefixo ou sufixo de outro morfema existente. Então, por exemplo, se na expressão "kesumalipe" você reconhecer "kesu" e "pe" como morfemas familiares, você sabe que isso deve ser "kesu" seguido de "ma li" ou "mali" seguido de "pe"; o fato de que "kesu" é um morfema real numa língua que segue este critério significa que não pode haver outro morfema "kesuma" ou "kesumali", e que não pode haver nenhum morfema como "lipe" ou "malipe". Mas se você apenas aprendeu a fonologia da língua e ainda não conhece muito vocabulário, você não pode deduzir os limites de morfemas a partir da fonotática da palavra; você teria que começar procurando um "k" no léxico, depois "ke", depois "kes", até que você encontrasse "kesu"; depois começaria a procurar "m", "ma", etc.

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