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Ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa "correto" e graphos (γραφος) que quer dizer "escrita", ou seja, ortografia é a forma correta de escrever as palavras. A ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de uma língua ao definir o conjunto de símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de maiúsculas, etc.

Apesar de oficialmente sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os sons de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição é sempre por aproximação e raramente é perfeita e isenta de incoerências.

Uma dos sistemas ortográficos mais complexos é o da língua japonesa que usa uma combinação de várias centenas de caracteres ideográficos kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakana e hiragana e ainda o alfabeto latino, a que dão o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser escritas em katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode identificada por caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores, inclusive o uso mais habitual, a facilidade de leitura e mesmo as opções estilísticas de quem escreve.

Ortografia fonética e ortografia etimológicaEditar

As línguas européias situam-se ao longo de um espectro entre dois tipos ideais de ortografia:

  • Ortografia fonética, em que a cada som corresponda uma letra ou grupo de letras únicos e a cada letra ou grupo de letras um som único, e, ainda, em que seja sempre assinalada a sílaba tónica.
  • Ortografia etimológica, em que a um mesmo som podem corresponder diversas letras e a cada letra ou grupo de letras diversos sons, dependendo da história, da gramática e dos usos tradicionais.

Com exceção do Alfabeto Fonético Internacional -- que consegue fazer a transcrição para caracteres alfabéticos de todos os sons -- não há sistemas ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos dizer que são eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa, turca, alemã e, até certo ponto, a da língua espanhola.

No caso do espanhol, trata-se de uma ortografia quase perfeitamente fonética em relação ao espanhol padrão falado em Espanha, mas não tanto em relação ao falado nas Américas.

A ortografia atual do português é bastante mais fonética do que etimológica. No entanto, antes das reformas ortográficas - a de 1911 em Portugal e de 1943 no Brasil -, a escrita oficialmente usada era marcadamente etimológica. Escrevia-se, por exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma, dicionário, caravela, estilo e pronto.

Um exemplo típico de ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras (por exemplo: ough) pode ter mais de quarto sons diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É também a etimologia que rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo som pode ter até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonas au, aux, haut, hauts, os, aulx, oh, eau, eaux.

Ligações externasEditar

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