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Muitos esperantófonos tomaram a iniciativa de aprender esperanto pelo chamado lingva problemo (literalmente, problema lingüístico). Umas das maiores faces desse problema são o chamado imperialismo cultural, que encerra em si o favorecimento a poucos grupos lingüísticos, e a pouca praticidade da estrutura vigente de comunicação entre sujeitos sociais de línguas diferentes. Vários estudiosos têm se debruçado sobre esses aspectos.Izabel Cristina Oliveira Santiago levanta várias ocasiões históricas em que o custo de traduções alcança níveis questionáveis: "Nova Delhi, 1968. A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento custou mais de 2 milhões de dólares, sendo que mais da metade disso foi gasto com o uso de apenas quatro línguas — tidas como predominantes. [...] só em 1976, por exemplo, em vez de serem investidos na alimentação das multidões de famintos, 700 mil dólares foram gastos para traduzir em seis línguas os relatórios sobre a fome mundial."[1] O psicólogo e ex-tradutor das Nações Unidas Claude Piron tem se dedicado à temática, abordando-a sob um ponto de vista psicológico a partir de vastíssimo material bibliográfico e documental, tratando a insistência no atual modelo de comunicação internacional como uma neurose.[2]

ReferênciasEditar

  1. Santiago, Izabel C. O. O que é esperanto: a questão da língua internacional. Segunda edição. São Paulo: Brasiliense, 1992. p. 7-8.
  2. Piron, Claude. O desafio das línguas: da má gestão ao bom senso. Tradução e adaptação de Ismael M. A. Ávila. Segunda edição revista e atualizada. Campinas, 2007.

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