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Moria gate.jpg

Desenho feito por Tolkien do portal de Moria, com inscrição em Sindarin

O sindarin é uma língua artística criada por John Ronald Reuel Tolkien que aparece nas suas histórias sobre o mundo de Arda como a língua élfica mais falada na Terra Média. O sindarin, assim como o quenya, foi desenvolvida o suficiente para que se possa escrever longos textos. A escrita do sindarin emprega normalmente o alfabeto tengwar, embora também se possam usar as runas cirth. O nome sindarin é, na realidade, um dativo quenya, que significa "aos Sindar". O nome nativo do idioma seria edhellen.

Em textos anteriores a O Senhor dos Anéis, como As Etimologias, Tolkien imaginou a língua que se converteria em sindarin como tendo sido originalmente falada pelos Noldor, o segundo clã dos elfos, com o nome de noldorin.

Tolkien acabou por decidir, porém, que essa fosse a língua dos Sindar, o terceiro clã dos elfos Teleri, que decidiram ficar para trás durante a Grande Marcha dos elfos, razão pela qual o sindarin descendia da língua telerin comum.

Historia (ficcional) Editar

Quando os Noldor, vindos de Aman, voltaram à Terra Média, usaram sua língua nativa, o quenya, que lhes parecia mais bela, embora começassem a aprender o sindarim. Os Noldor tiveram, porém, de falar exclusivamente sindarin depois que Thingol proibiu o uso do quenya devido à Matança de Alqualondë, mesmo que tenha sido preservado como língua do conhecimento, como o latim.

Quando o noldorin foi convertido em sindarin, também lhe foram dadas algumas características da língua ilkorin, com a qual, até então, não tinha relação alguma. Tolkien baseou a fonética e parte da gramática do noldorin-sindarin no galês, de modo que o sindarin mostra muitas mutações características das línguas celtas,

Durante a Primeira Idade, existiram vários dialetos do sindarin:

  • Doriathrin ou língua de Doriath, variante que conservava vários arcaísmos.
  • Falathrin ou língua das Falas, mais tarde também falada em Nargothrond.
  • Sindarin do norte, dialetos originalmente falados em Hithlum e Dorthonion pelos Sindar. Estes dialetos possuíam muitas palavras próprias e não eram de todo mutuamente inteligíveis com o sindarin de Beleriand.

Com exceção do doriathrin, todos os dialetos evoluíram sob a influência do quenya e adotaram muitas de suas características, assim como muitas mutações fonéticas criadas pelos Noldor, que gostavam de brincar com as línguas. Os diferentes dialetos desapareceram depois que os Noldor e os Sindar se dispersaram, após as batalhas de Beleriand. Nos refúgios da ilha de Balar e das bocas do Sirion apareceu um novo dialeto entre os refugiados, que se apoiava principalmente no falathrin.

Durante a Segunda Idade, antes da queda de Númenor, a maioria dos humanos da ilha também falavam a língua sindarin, além do adûnaico, língua própria dos humanos que descendiam das Três Casas dos Edain. Desta forma, o sindarin converteu-se em língua franca para todos os elfos e seus partidários, até chegarem os tempos nos quais os Elfos foram rechaçados, exceto pelos Fiéis.

Depois da Queda, o conhecimento da língua se manteve nos reinos numenorianos no exílio, fundados pelos Fiéis em Arnor e Gondor, até paulatinamente ceder seu status de língua comum ao westron durante a Terceira Idade, passando a ser estudado apenas por governantes e eruditos.

FonéticaEditar

Letra AFI Notas
a a
b b
c k
ch x
d d
dh ð
e ɛ
f f, v [v] no final ou antes de n, [f] nos demais casos
g g
h h
hw ʍ
i j, i [j] antes de vogal, [i] nos demais casos
l l
lh ɬ
m m
n n
ng ŋ, ŋg [ŋ] no final, [ŋg] nos demais casos
o ɔ
p p
ph f, ff [f] no final, [ff] nos demais casos
r r
rh
s s
t t
th θ No sindarin da Terceira Idade soa como /s/
u u
v v
w w
y y Pronunciado como o ü alemão ou o u francês

O sindarin foi criado com uma fonética semelhante ao galês. Um acento representa o alongamento de uma vogal (á, é etc.) Nos monossílabos, se usa um circunflexo (â, ê, etc). Por razões práticas, os usuários de caracteres ISO Latin-1 costumam sustituir ŷ por ý.

Os ditongos são ai, ei e au, ui, ae e oe, que se pronunciam como em português. No sindarin primitivo existía uma vogal similar à alemã ö ([œ]), que Tolkien costumava transcrever como œ e não como oe, como aparece na maioria das edições. Por exemplo, Nirnaeth Arnoediad (Nírnaeth Arnœdiad) ou Goelydh (Gœlydh). Com o tempo, essa vogal passou a ser pronunciada como [ɛ] e a ser transcrita desta forma (Gelydh).

O sindarin arcaico também contava com um m aspirado ou uma v nasal ([ɱ]), transcrita como mh, que passou a pronunciarse [v] no sindarin tardio.

MorfologiaEditar

Substantivos Editar

O plural em sindarin se forma por modificação da vogal, como no inglêsman/men ou goose/geese, ou no alemão Haus/Häuser o Mann/Männer. Por exemplo, o plural do sindarin adan (ser humano) é edain. A origem desa mudança é a antiga terminação de plural que afetou as vogais da palavra aproximando-as de seu próprio som. Uma vez realizada a modificação, a própria terminação desapareceu (todas as vogais finais foram perdidas).

O sindarin possui uma série de mutações complexas. Estas ocorrem quando uma partícula associada (como um artigo ou uma preposição) é acrescentada diante de uma palabra mutada, modificando a primera consoante; freqüentemente a preposição também muda. A mutação ocorre também em muitas outras situações, por exemplo compostos como elvellyn (ell+mellyn, "amigos"), ou em objetos diretos.


Verbos Editar

Existem verbos "fortes" e "fracos", também chamados de raiz em -i e de raiz em -a. Assim como os verbos fortes e fracos em inglês e alemão, os fortes são mais irregulares que os fracos. O sindarim também possui um grande número de verbos irregulares.

Ligações externas Editar

Wikipedia (Espanhol) - Sindarin [1]

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