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Vulcano gólico é a língua artística criada em 1980 pelo lingüista estadunidense Mark R. Gardner para os vulcanos do universo de Star Trek. Ao contrário do Klingon, não foi oficializado pela Paramount: é uma iniciativa de fãs independentes, mantida no site Vulcan Language Institute®

História (ficcional)Editar

O vulcano gólico tradicional (Ba-Gol-Vuhlkansu), originário da região de Gol, foi a língua falada por Surak e seus seguidores originais, que criaram o modo de vida vulcano e sua devoção pela lógica. Essa língua continua a ser usada na literatura, religião e cerimonial e a ser uma das três línguas oficiais de Vulcano (T'Khasi). Todos os vulcanos instruídos falam o Gólico Tradicional, além do seu dialeto local e do vulcano padrão moderno.

O vulcano gólico moderno (Iyi-Gol-Vuhlkansu) é o dialeto que, na era de Star Trek, é falado no dia-a-dia na região de Gol. É descrito como tão semelhante ao tradicional quanto é o inglês americano ao inglês aristocrático britânico, o que permite considerá-los como variantes de uma mesma língua. Também existe o vulcano gólico das terras baixas, língua-irmã do gólico moderno.

O vulcano gólico insular, língua-irmã do gólico tradicional, está extinta na era de Star Trek, assim como o FthinraKathi, língua cujo relacionamento com as demais é distante.

Fonética e escrita Editar

O alfabeto usado pelo vulcano gólico tradicional e pelo das terras baixas é constituído de 30 símbolos, que podem ser transliterados como:

S T P K R L A D O E V U H G Ch I N Z M Y F W B Sh Th Kh Zh Ts Dzh Ks

Já o vulcano gólico moderno usa um alfabeto de 27 grafemas (não usaa Ts, Dzh e Ks), na seguinte ordem:

S T P K R L A Sh O U D V Kh E H G Ch I N Zh M Y F Z Th W B

Os vulcanos usam três sistemas de escrita:

  • Escrita cerimonial (Vanu-Zukitan), mais ornamentada, que preserva parcialmente as antigas escritas pictográficas e é escrita de cima para baixo. É usada em inscrições, em documentos oficiais, na literatura e na obra de Surak.
  • Escrita comum (Tsuk-Zukitan), usada no dia-a-dia, mais fácil de escrever. Pode ser escrita de cima para baixo ou da esquerda para a direita.
  • Escrita para mídia (Hitra-Zukitan), simplificada para uso em computadores da Federação, escrita sempre da esquerda para a direita.

Morfologia Editar

Pronomes Editar

Pronomes pessoais:

  • Nash-veh eu ("este-um")
  • Du tu (isolado ou depois de consoante)
  • Tu tu (depois de vogal)
  • Ish-veh ele/ela ("esse-um")
  • Sa-veh ele ("macho-um", só em gólico tradicional)
  • Ko-veh ele ("fêmea-um", só em gólico tradicional)
  • Etek nós
  • Dular vós (isolado ou depois de consoante)
  • Tular vós (depois de vogal)
  • Au eles/elas

Substantivos Editar

Os substantivos podem dispensar o plural quando este pode ser depreendido do contexto ou é especificado por um numeral. Quando necessário, usa-se o sufixo -lar, equivalente a "-s" em português.

Possessivos Editar

São formados com o prefixo t'-, equivalente ao de português: dukal t'Sonok, "a bola de Sonok"; t'etek, "nosso"; t'dular, "vosso".

Honoríficos Editar

Formados com o acréscimo do prefixo o-. Por exemplo: su (pessoa), osu (honrada pessoa, equivalente a senhor ou senhora); savensu (professor), osavensu (honrado mestre).

Verbos Editar

Os verbos em gólico são de dois tipos: "fracos", formados a partir de substantivos e "fortes", radicais independentes que dão origem a substantivos.

Os verbos fracos geralmente são formados pelo sufixo -tor. Por exemplo: is (uso), istor (usar); tam (dança), tamtor (dançar); kras (pintura), krastor (pintar), zhu (audição), zhutor (ouvir).

Quando a raiz substantiva termina em -n (depois de vogal) ou -an (depois de consoante), essa terminação é eliminada na formação do verbo: dan (rotação), dantor (rodar); shen (subida), shetor (subir) tevan (descida), tevtor (descer).

Os verbos fortes geralmente formam substantivos substituindo a desinência -au por -aya: betau (aproximar), betaya (aproximação); kitau (escrever), kitaya (escrita).

Alguns verbos fortes, porém, são irregulares: aitlu (desejo), aitlun (desejar); esta (toque), estuhl (tocar).

Imperativos Editar

Os imperativos normais são formados unindo-se a desinência -'uh à forma combinante do verbo e os honoríficos com a desinência -voh.

Verbos fracos trocam a desinência -tor: kaltor (deixar) torna-se kal'uh ou kalvoh (deixe, deixemos). Nos verbos fortes, cai o -u final: vashau (destruir) torna-se vasha'uh ou vasha'voh (destrua). Nos irregulares, a desinência é simplesmente acrescentada: tu'ash (abrir) torna-se tu'ash'uh ou tu'ashvoh (abra).

Adjetivos Editar

A maioria dos verdadeiros adjetivos tem duas formas:

  • combinante, prefixada ao substantivo que modifica
  • não-combinante, usada como palavra independente.

Por exemplo, nesh- é a forma combinante do adjetivo que significa "preto" e nesh-kur é a não-combinante. Pi' é a forma combinante de "pequeno", enquanto pi é a não-combinante.

A posição inicial ou final do adjetivo não-combinante muda o significado da frase. Por exemplo: nesh-kur sehlat significa "o sehlat (espécie de animal) preto", enquanto sehlat nesh-kur significa "o sehlat é preto". Já o uso da forma combinante, nesh-sehlat, indicaria uma espécie particular de sehlat.

Só um adjetivo combinante pode ser afixado a um substantivo; modificadores adicionais têm de ser não-combinantes. Por exemplo:

  • Suk'sehlat nesh-kur: o grande sehlat é preto.
  • Nesh-sehlat suk: o sehlat preto é grande.
  • Masupik nesh-sehlat suk: o sehlat preto e molhado é grande.
  • Suk'nesh-sehlat masupik: o grande sehlat preto está molhado.

Quando dois ou mais adjetivos não-combinantes modificam um substantivo, o mais importante precede o substantivo e os demais o seguem. Por exemplo:

  • Masupik svep wan-kur: "a porta molhada é branca", ou "a porta molhada branca".
  • Wan-kur svep masupik: "a porta branca está molhada" ou "a porta branca molhada".

Invectivas Editar

Adjetivos de caráter invectivo são ilógicos e banidos da linguagem educada, mas são usados pelos rebeldes ao ensinamento de Surak, por loucos criminosos e por pessoas que atravessam um pon farr particularmente difícil. São formados acrescentando-se um prefixo ao adjetivo normal: khra- sem o a antes de vogal) para invectivas suaves e khrikha- (idem) para invectivas severas.

Numerais Editar

Os numerais gólicos são de cinco tipos: cardinais, ordinais, enumerantes, combinantes e adjetivais.

Os cardinais são usados apenas para contar (um, dois, três...) e como substantivos (por exemplo, eu sou um de muitos). São como os seguintes:

  • 1 wuhkuh
  • 2 dahkuh
  • 3 rehkuh
  • 4 kehkuh
  • 5 kaukuh
  • 6 shehkuh
  • 7 stehkuh
  • 8 ohkuh
  • 9 naukuh
  • 10 lehkuh
  • 11 leh-wuh
  • 12 leh-dah
  • 20 dah-leh
  • 25 dah-leh kaukuh
  • 30 reh-leh
  • 100 teh
  • 150 teh kau-leh
  • 200 dah-teh
  • 1.000 leh-teh
  • 1.000.000 zhoh
  • 1.000.000.000 moh

Os ordinais, sendo adjetivos, têm duas formas: uma isolada e outra combinante. Por exemplo:

  • 1º wuh'rak, wuhr-
  • 2º dah'rak, dahr-
  • 3º reh'rak, rehr-
  • 4º keh'rak, kehr-
  • 10º leh'rak, lehr-
  • 100º teh'rak, tehr-

Os enumerantes são uma variante dos cardinais, usada para contar quantas unidades de um item existem, por exemplo: "há uma bola"; "Surak vê duas possibilidades". São usados também para responder questões relativas a quantidades. Quando os cardinais têm a desinência -kuh, esta cai; em outros casos, os enumerantes são iguais aos cardinais:

  • 1 wuh
  • 2 dah
  • 3 reh
  • 10 leh

Os combinantes são usados como adjetivos combinantes ou prefixos modificadores. Correspondem a prefixos como bi-, tri- etc. em português e são iguais aos enumerantes.

  • 1 wuh-
  • 2 dah-
  • 3 reh-

etc.

Os adjetivais são usados exatamente como adjetivos normais e são formados pela desinência -ik:

  • 1 wuhik
  • 2 dahik
  • 3 rehik
  • 10 lehik
  • 1.000 leh-tehik

Sintaxe Editar

Frases interrogativas do tipo sim/não são formadas com a adição de ha no final da sentença. Outras interrogações são formadas com a adição de partículas interrogativas como wilat (onde).

Estilos Editar

O gólico tradicional tem estilos sociais (socioletos):

  • superior, usado por uma pessoa de mais status ou mais idade para falar com um inferior, que recorre a formas mais arcaicas das palavras e a uma construção mais formal;
  • médio, que é usado entre iguais e é o único usado em gólico moderno, tende a simplificar a construção e dispensar algumas palavras (como artigos indefinidos);
  • inferior, muito simplificado, usado nos tempos antigos por escravos, servidores comuns, pessoas de baixa inteligência e crianças em idade pré-escolar.

Ligações externas Editar

  • Vulcan Language Institute® [1]

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